GNR inicia operação "Censos Sénior 2026". PSP sinalizou quase 300 idosos em risco nos centros urbanos

GNR inicia operação "Censos Sénior 2026". PSP sinalizou quase 300 idosos em risco nos centros urbanos

A GNR realiza a partir desta quinta-feira a operação “Censos Sénior 2026” que tem como objetivo sensibilizar os idosos para a adoção de comportamentos de segurança e fazer o levantamento das condições de vida daquela população. Hoje ficam também a saber-se números da PSP, que registou mais de 54.000 crimes contra idosos nos últimos três anos.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: José Manuel Ribeiro - Reuters

Esta quinta-feira assinala-se o Dia Internacional das Pessoas Idosas, e a GNR informa em comunicado que entre janeiro e agosto deste ano foram registados 2.720 crimes de burlas a idosos, 4.545 crimes de furtos a idosos e 417 crimes de roubos a idosos.

Durante o mesmo período, a GNR deteve uma pessoa pela prática do crime de burla, 48 pessoas pela prática de crimes de furto e 20 suspeitos pela prática de crimes de roubo.
Operação “Censos Sénior” acontece desde 2011.
Em 2025, a Guarda sinalizou 43.074 idosos que vivem sozinhos e/ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade em razão da sua condição física, psicológica ou de outra natureza suscetível de colocar em causa a sua segurança.

A operação “Censos Sénior 2026” vai agora começar e decorre até 15 de novembro em todo o território nacional e envolve ações de patrulhamento e sensibilização aos mais idosos.Idosos em situação de risco nos centros urbanos
A PSP indicou que sinalizou este ano 461 idosos e encontrou 294 em situação de risco durante os dois meses de verão em que realizou a operação anual junto desta população, revelou hoje aquela polícia.

A 14.ª operação “A Solidariedade Não Tem Idade – A PSP com os idosos” decorreu entre 27 de julho e 25 de setembro nos centros urbanos de todo o país.

Durante a operação, a PSP realizou 2.240 contactos individuais com a população mais idosa, dos quais resultaram a sinalização de 461 idosos e o encaminhamento para instituições de apoio social de 318, dos quais 294 encontravam-se em situações de risco.

O chefe da Divisão de Prevenção Criminal e Policiamento de Proximidade da PSP, Hugo Guinote, avançou que o número de sinalizações de idosos “mantém-se relativamente constante em relação aos anos anteriores” e considerou que as situações que continuam a preocupar a PSP “são a falta de autonomia e a ausência da rede de contactos”.

Das situações de risco, a polícia encontrou este ano 139 casos com “falta de autonomia” e 68 com “ausência de rede de contactos”.

Esta operação de cariz preventivo realiza-se anualmente desde 2012. No ano passado, a PSP sinalizou 559 idosos, 391 dos quais em situação de risco.
O chefe da Divisão de Prevenção Criminal e Policiamento de Proximidade da PSP sublinha que os números mostram “a vulnerabilidade” que os idosos correm nos centros urbanos.

“Não obstante estarem naquilo que era pressuposto um ambiente mais protegido, por estarem com pessoas à volta, a realidade é que não tendo uma rede de contactos, acabam por estar não isolados geograficamente, mas sim psicologicamente”, disse.
PSP regista mais de 54.000 crimes contra idosos nos últimos três anos
A PSP registou mais de 54.000 crimes contra idosos nos últimos três anos, estando o furto por carteiristas a aumentar desde 2024.

“A tendência é para uma relativa estabilização. Quando nós vamos analisar a criminalidade reportada contra idosos no período pós-Covid, sobretudo nos anos 23, 24 e 25, percebemos que há uma tendência para a estabilização entre as 17.500 e as 18.500 participações ao ano”, disse o chefe da Divisão de Prevenção Criminal e Policiamento de Proximidade da PSP, Hugo Guinote, em entrevista à agência Lusa.

Segundo o responsável, há uma prevalência da criminalidade patrimonial, sobretudo de furtos e burlas, enquanto nos crimes contra pessoas sobressaem as agressões e a violência doméstica.

A Polícia de Segurança Pública registou 54.275 crimes contra idosos em três anos, tendo recebido 18.432 queixas em 2023, diminuindo para 17.613 em 2024 e no ano passado voltaram a aumentar para 18.230.

Segundo a PSP, os idosos vítimas de crimes têm uma idade média de 73 anos e os homens são maioritariamente vítimas de crimes patrimoniais e as mulheres de crimes contra pessoas.
No ano passado, 44% dos crimes de violência doméstica são de tipologia não conjugal, maioritariamente de filhos contra pais.

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